Quando me casei, acreditava que poderia mudar meu esposo. No fundo, queria moldá-lo à minha imagem e semelhança.
Esse foi apenas um dos muitos desafios que enfrentamos.
Eu queria que ele fosse mais comunicativo, mas ele é introvertido.
Queria que fosse mais agitado, porém ele sempre foi calmo e ponderado.
Esperava um homem mais sentimental, mas ele é racional e pensa antes de agir.
Desejava que gostasse de estar cercado de pessoas e reunido com a família, mas ele prefere a tranquilidade. Sempre que visitávamos alguém, não demorava muito para ele querer voltar para casa.
Poderia listar muitas outras coisas que, no início do casamento, eu tentava mudar nele.
Foram dias de conflitos, lágrimas, frustrações e muita imaturidade. Vivemos uma profunda crise conjugal, mas Deus, em Sua infinita graça, restaurou o nosso casamento.
Depois de muito sofrimento, compreendi uma verdade que transformou minha maneira de enxergar o casamento: nossas diferenças não foram criadas para nos destruir, mas para nos aperfeiçoar.
Deus ama a diversidade.
Ele não criou robôs que pensam, falam e agem exatamente da mesma forma.
Deus nos concedeu o livre-arbítrio e nos formou de maneira única, personalizada e irrepetível. Cada pessoa carrega uma identidade, uma história e uma missão.
Desde a infância, somos moldados pela família, pela educação, pelas experiências, pelas dores e pelo ambiente em que vivemos. Tudo isso influencia nosso caráter, nossa forma de amar, reagir e enxergar a vida.
Rainha, imagine que você carrega uma mala. Dentro dela estão todas as experiências, aprendizados, valores e marcas da sua história. Seu esposo também carrega a dele.
Nenhuma dessas malas foi preparada por acaso. Deus as usa para cumprir um propósito.
Primeiro, as diferenças existem para completar um ao outro dentro do casamento. O que falta em um pode ser encontrado no outro.
Segundo, as diferenças são instrumentos de amadurecimento. Muitas vezes, as observações e cobranças do seu cônjuge revelam áreas que realmente precisam de crescimento, mudança e aperfeiçoamento.
Terceiro, existe algo que jamais pode ser confundido com diferença: o pecado.
Toda atitude pecaminosa precisa ser reconhecida, confessada e abandonada por ambos os cônjuges para que o casamento seja saudável.
Orgulho, egoísmo, ira, falta de amor demonstrado em atitudes, impaciência, desrespeito, grosseria, agressividade, promessas vazias e falta de perdão não fazem parte do plano de Deus para o casamento. O pecado sempre produz distância entre o casal e, principalmente, entre o casal e Deus.
Diferença não é sinônimo de pecado.
A adaptação faz parte da vida a dois.
O propósito não é fazer o outro perder sua identidade, mas aprender a amar, respeitar e valorizar aquilo que o torna único.
Quando o casal compreende isso, as diferenças deixam de ser motivo de guerra e passam a ser ferramentas para solucionar problemas, fortalecer a união e fazer o amor crescer.
Não use as diferenças para ferir. Use-as para construir.
Ser diferente não é um peso.
É um presente de Deus.
E, quando duas pessoas decidem colocar suas diferenças nas mãos do Senhor, aquilo que parecia um obstáculo se transforma em um dos maiores instrumentos de crescimento, maturidade e amor.
Deus acredita em você cheia da glória!